Renamo dá sinal de que "a paz veio para ficar" em Moçambique, afirma a Frelimo

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O porta-voz da Frelimo, partido no poder em Moçambique, disse hoje à Lusa que o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, está a dar um sinal de que "a paz veio para ficar no país".

"Nós, a Frelimo, apreciamos positivamente posições que transmitem otimismo em relação à prevalência de uma paz efetiva em Moçambique", disse António Niquice.

Afonso Dhlakama disse esta semana, numa teleconferência com jornalistas, que "a guerra está no fim".

Niquice afirmou que as declarações do líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) são um sinal de que o compromisso do Presidente da República, Flipe Nyusi, e da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) com a restauração de uma paz duradoura no país, está a ter eco.

"O Presidente da República tem-se empenhado nos esforços da restauração de uma paz efetiva e é encorajador que mais vozes da sociedade moçambicana se juntem a esse desejo", afirmou o porta-voz da Frelimo.

Na terça-feira, Afonso Dhlakama disse que a "guerra está no fim" em Moçambique, a duas semanas de terminar a atual trégua, que se poderá tornar permanente.

"Tenho mantido contactos com o meu irmão Filipe Nyusi", Presidente de Moçambique, "para ver se encontramos uma saída para a paz efetiva porque não queremos ver mais sangue" derramado, disse Dhlakama.

"Voltaremos a abraçar nossas famílias, circular pelas estradas, visitar nossos familiares e trabalhar para produzir. Isso é que nós desejamos", acrescentou.

Moçambique vive uma trégua decretada a 03 de março por Afonso Dhlakama, em vigor até 04 de maio - daqui a duas semanas.

É a terceira trégua anunciada desde dezembro, depois de uma primeira, que durou uma semana, logo prorrogada por uma segunda e pela atual de 60 dias.

A paz em Moçambique tem estado sob permanente ameaça nos últimos anos, devido a clivagens entre a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, e a Renamo.

Entre 2013 e finais de 2016, o país foi assolado por ações de violência opondo as Forças de Defesa e Segurança (FDS) e o braço armado da Renamo, no âmbito da contestação do processo eleitoral de 2014 pelo principal partido da oposição.

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