Comportamento suspeito de iate leva Marinha a detetar 50 migrantes ao largo de Itália

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A Marinha Portuguesa intercetou na madrugada de sábado, ao largo da costa italiana, um iate de luxo roubado que transportava quatro traficantes russos e 50 migrantes a bordo, entre os quais um recém-nascido, adiantou este ramo das Forças Armadas.

A interceção ocorreu no âmbito das operações do navio patrulha Tejo, da Marinha Portuguesa, integrado desde 22 de julho na operação internacional conjunta de segurança marítima no âmbito da Agência Europeia de Fronteiras e Guarda Costeira -- FRONTEX, para o controlo e vigilância das fronteiras marítimas e combate ao crime transfronteiriço.

De acordo com as informações disponibilizadas pela Marinha, a operação decorreu na madrugada de sábado, tendo os 50 migrantes -- uma mulher, 23 homens, 25 jovens do sexo masculino e um recém-nascido, com origem no Iraque e no Irão -- sido intercetados ao largo de Itália, depois de os militares portugueses terem considerado existir "um comportamento suspeito".

"O comportamento suspeito, por se tratar de um veleiro com apenas quatro pessoas visíveis no convés, mas aparentemente pesado na linha de água e com todas as escotilhas abertas, e que não respondeu às chamadas rádio da patrulha da Marinha portuguesa, levou a que o navio enviasse até junto do veleiro uma embarcação com uma equipa de Fuzileiros portugueses e com um agente da autoridade italiana da `Guarda di Finanza`, que se encontra embarcado a bordo do navio da Marinha", lê-se no comunicado da Marinha, publicado na sua página na Internet.

A comunicação com os elementos no convés revelou "informações contraditórias" sobre a presença de mais pessoas na embarcação além das que eram visíveis.

"Através das vigias e com auxílio de lanternas os Fuzileiros confirmaram a presença de dezenas de pessoas a bordo, no interior do veleiro. A `Guarda Di Finanza` enviou para o local uma lancha rápida com agentes da autoridade italianos que efetuaram a abordagem e a vistoria, acompanhada de perto pela equipa de segurança dos Fuzileiros de forma a assegurar a segurança da ação", acrescenta o comunicado.

O veleiro, os seus ocupantes e os agentes italianos seguiram depois para o porto de Otranto, escoltados pelo navio patrulha Tejo.

"Segundo informação das autoridades italianas, o veleiro havia sido roubado há alguns dias", adiantou a Marinha.

A Marinha recorda que há três semanas a ação deste navio patrulha já tinha contribuído para "o desmantelamento de outra rede de introdução clandestina de migrantes na Europa, depois de ter detetado e seguido em alto-mar durante dois dias, entre a Grécia e a Itália, um iate de luxo que transportava a bordo 45 migrantes escondidos no seu interior".

 

 

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