Chega ao Canadá pastor libertado pela Coreia do Norte ao fim de dois anos e meio

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O pastor canadiano que foi libertado na quarta-feira pela Coreia do Norte, depois de mais de dois anos e meio preso, regressou este sábado a casa, anunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Canadá em comunicado.

Hyeon Soo Lim, pastor protestante de nacionalidade canadiana e origem sul-coreana, de 62 anos, estava preso desde 2015 na Coreia do Norte, onde foi condenado a prisão perpétua num campo de trabalhos forçados por atividades subversivas contra o regime.

Na semana passada Hyeon Soo Lim foi libertado por "razões médicas", segundo a descrição do próprio regime norte-coreano.

"Juntamo-nos hoje [sábado] à família e à congregação do pastor Lim na celebração do seu tão aguardado regresso ao Canadá", afirmou a diplomacia canadiana em comunicado.

Segundo os `media` locais, o pastor Lim chegou no sábado à base militar de Trenton, a 170 quilómetros a leste de Toronto (Ontário, centro).

O Governo canadiano destacou, na quinta-feira, o importante papel desempenhado pela diplomacia sueca na libertação do pastor pelo regime de Pyongyang.

O Canadá não tem relações diplomáticas com a Coreia do Norte.

Em junho, Pyongyang libertou um estudante universitário norte-americano, de 22 anos, que esteve preso durante 17 meses na Coreia do Norte. Otto Warmbier, que tinha sido condenado a 15 anos de trabalhos forçados, foi repatriado em estado de coma e acabou por morrer dias depois.

O regime norte-coreano afirmou que Otto Warmbier sofreu um surto de botulismo, uma versão que a família refutou.

Na sequência da morte do jovem, os Estados Unidos decidiram proibir os norte-americanos de entrar na Coreia do Norte, uma interdição que entra em vigor no próximo dia 01 de setembro e que prevê algumas exceções por razões humanitárias ou para os `media`.

Estas restrições aplicam-se durante um ano e podem ser renovadas.

A agência de viagens que organizou a visita à Coreia do Norte de Otto Warmbier também anunciou que não incluirá mais cidadãos dos Estados Unidos nos seus `tours`.

A Young Pioneer Tours, com sede na cidade chinesa de Xi`an e uma das raras agências de viagem especializadas em organizar visitas à Coreia do Norte, argumentou que a morte do jovem mostrou que o risco para os turistas norte-americanos se "tornou demasiado alto".

Cerca de 5.000 turistas ocidentais, incluindo cerca de 1.000 norte-americanos, visitam anualmente a Coreia do Norte, de acordo com as agências de viagens que organizam estas deslocações, as quais são totalmente enquadradas pelo regime de Pyongyang.

Atualmente, há pelo menos três norte-americanos e seis sul-coreanos detidos na Coreia do Norte.

 

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